Três em cada dez cursos oferecidos por instituições de Ensino Superior do Grande ABC obtiveram desempenho insatisfatório no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) 2017. Ao todo, 45 graduações avaliadas na região receberam notas 1 e 2 em escala que vai até 5, sendo considerados adequados índices a partir de 3. O número representa 31% das 142 carreiras analisadas.
Esses cursos, conforme previsto em diretrizes do MEC (Ministério da Educação), passarão a partir de agora por supervisão técnica e poderão sofrer sanções caso não apresentem tendência de melhora nos próximos meses. As instituições podem, inclusive, ser impedidas de participar de programas como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e ProUni (Universidade para Todos).
Entre os cursos considerados deficientes, de acordo com o resultado da avaliação, nove obtiveram nota 1. São eles: Sistema da Informação, da Fama (Faculdade de Mauá); História (licenciatura) e Tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação, ambos da Faculdade de Ribeirão Pires; Engenharia, da Faculdade de São Bernardo de Tecnologia; Engenharia, sob responsabilidade da Metodista; Sistema da Informação, Engenharia Civil e Engenharia Mecânica, da Anhanguera Santo André; e, por fim, a graduação de Engenharia Mecânica da Anhanguera de São Bernardo.
Outras 36 carreiras também precisam melhorar seus indicadores, tendo em vista que obtiveram desempenho 2 no Enade. O índice leva em conta a média das notas de estudantes – ao fim dos cursos de graduação – para avaliar conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidas ao longo da graduação.
Segundo o MEC, 7.100 universitários de instituições de Ensino Superior do Grande ABC participaram da avaliação no ano passado.
Segundo o Ministério da Educação, mais do que avaliar a qualidade do sistema das universidades, o Enade possibilita às instituições “uma reflexão do desempenho de cada um de seus cursos de graduação à luz de seus projetos pedagógicos”.
Apenas 13 cursos têm conceito máximo
Os dados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) 2017 mostram que apenas 13 carreiras oferecidas por instituições de Ensino Superior do Grande ABC alcançaram o conceito máximo de avaliação, ou seja, nota 5.
No topo do ranking educacional aparecem cursos oferecidos por quatro instituições: UFABC (Universidade Federal do Grande ABC), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que tem unidade em Diadema, FEI (Fundação Educacional Inaciana) e Instituto Mauá de Tecnologia.
Como de costume, a UFABC concentra o maior volume de cursos com nota 5. Ao todo, nove carreiras tiveram conceito máximo no ano passado. Na sequência aparecem o Instituto Mauá (duas graduações), e FEI e Unifesp, com um curso cada.
O conceito Enade vai de 1 a 5, sendo as notas 1 e 2 consideradas insatisfatórias. O índice leva em conta a média das notas dos cursos de graduação e pós-graduação de instituições de ensino. Os resultados servem como orientadores das avaliações locais do ciclo de formação e são, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), importantes instrumentos de avaliação da Educação Superior brasileira.
Segundo os dados do MEC, 31 cursos receberam nota 4, enquanto 49 tiveram conceito 3. Outras quatro carreiras não foram avaliadas por alta evasão de estudantes durante a aplicação das provas.
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